Decisões judiciais contra Renan Santos geram mobilização de apoiadores nas redes sociais
Presidenciável teve planos de previdência bloqueados em ação trabalhista e sofreu restrições na campanha eleitoral por decisão do TSE

Duas decisões judiciais envolvendo o candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) provocaram reação entre seus apoiadores nas redes sociais nos últimos dias. Os casos são independentes e envolvem uma ação trabalhista e uma decisão da Justiça Eleitoral.
Na Justiça do Trabalho de Minas Gerais, foi determinado o bloqueio de planos de previdência privada atribuídos ao candidato para garantir o pagamento de uma dívida de R$ 61,8 mil. A ação foi movida por um trabalhador que afirma ter atuado, em 2013, na empresa Farbenplas Automotiva.
Segundo o processo, o trabalhador teria sido dispensado sem receber verbas rescisórias, salários e adicional por condições insalubres. A ação foi apresentada em 2014 e teve decisão favorável ao funcionário em 2016. Como o débito não teria sido quitado, a Justiça determinou o bloqueio dos planos de previdência.
A defesa de Renan Santos nega que ele tenha feito parte do quadro societário da empresa ou seja responsável pelas dívidas trabalhistas. A assessoria considera indevida a inclusão do candidato no processo e informou que pretende recorrer da decisão.
Restrições na campanha
Em outra decisão, o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou restrições a atividades da campanha digital de Renan Santos.
A medida impede temporariamente a propaganda eleitoral em páginas e perfis que não foram informados dentro do prazo à Justiça Eleitoral. O candidato também ficou impedido de participar de debates e entrevistas em diferentes meios de comunicação.
A decisão ainda suspendeu novos repasses do Fundo Eleitoral e proibiu o partido de realizar gastos com recursos públicos já recebidos. A medida é cautelar e não representa o cancelamento da candidatura.
De acordo com a decisão, Renan havia informado inicialmente apenas um site e uma conta no X. Posteriormente, outros 16 perfis foram incluídos, 12 dias após o pedido de registro da candidatura. Uma das contas tinha cerca de 2,4 milhões de seguidores.
Toffoli considerou que o atraso poderia ter permitido que os perfis continuassem sendo impulsionados pelos sistemas de recomendação das plataformas, já que as regras eleitorais estabelecem restrições à recomendação automática de perfis de campanha não registrados.
A defesa do candidato atribuiu o problema a uma falha no sistema de registro da Justiça Eleitoral e afirmou que recorrerá da decisão para tentar restabelecer as atividades da campanha.
Reação nas redes
As decisões provocaram uma onda de manifestações de apoio a Renan Santos nas redes sociais. Uma hashtag relacionada ao candidato chegou aos assuntos mais comentados do X, acompanhada de críticas às decisões judiciais e pedidos pela retirada das restrições.
O próprio candidato também reagiu e passou a utilizar nas redes sociais uma imagem com a palavra “censurado”. Em entrevista coletiva, Renan criticou a decisão eleitoral e afirmou que as medidas prejudicam principalmente candidatos que possuem menor espaço na propaganda eleitoral.
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) também declarou apoio a Renan e manifestou expectativa de que as restrições sejam revertidas.
Os recursos apresentados pela defesa deverão ser analisados pelas respectivas instâncias da Justiça. Até que novas decisões sejam tomadas, permanecem em vigor as medidas determinadas nos dois processos.




