Dólar fecha em alta de 1,27% e chega a R$ 5,17; Ibovespa recua 0,86%
Mercado foi influenciado pela valorização da moeda americana no exterior, alta do petróleo, juros dos Treasuries e repercussões do cenário eleitoral brasileiro

O dólar comercial encerrou a sessão desta quarta-feira (23) cotado a R$ 5,169, com alta de 1,27%. A moeda chegou a atingir R$ 5,177 durante o pregão. No mercado acionário, o Ibovespa caiu 0,86%, aos 185.814 pontos, após duas sessões consecutivas de alta.
O movimento acompanhou a valorização do dólar no exterior e a pressão sobre ativos de maior risco. No Brasil, o mercado também repercutiu novas pesquisas eleitorais, enquanto no cenário internacional os investidores acompanharam a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e as tensões no Oriente Médio.
Dólar ganha força no exterior
O índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas, avançou cerca de 0,54%, para 101,090 pontos, próximo dos maiores níveis registrados desde julho.
Entre os fatores que contribuíram para a valorização da moeda americana estiveram dados de atividade econômica dos Estados Unidos. O índice de gerentes de compras (PMI) subiu de 56 em agosto para 58,4 em setembro. Resultados acima de 50 indicam expansão da atividade.
Os números reforçaram as expectativas de que os juros americanos possam permanecer elevados por mais tempo. Com isso, os rendimentos dos Treasuries avançaram, aumentando a atratividade de investimentos denominados em dólar.
Apesar da alta na sessão, o dólar ainda acumula queda de 5,83% frente ao real em 2026, conforme os dados apresentados.
Ibovespa recua após duas altas
O Ibovespa terminou o dia aos 185.814 pontos, com queda de 0,86%. Durante o pregão, o índice oscilou entre 188.772 pontos, na máxima, e 185.676 pontos, na mínima. O volume financeiro movimentado foi de R$ 29,68 bilhões.
Além dos fatores externos, o comportamento dos mercados foi influenciado pela alta do petróleo e pelas expectativas relacionadas ao cenário eleitoral brasileiro.
Mesmo com o recuo desta quarta-feira, o principal índice da Bolsa brasileira acumula valorização de 4,73% em setembro.
Bolsas de Nova York também fecham em queda
Em Wall Street, os principais índices terminaram o dia no campo negativo. O Dow Jones recuou 0,68%, para 51.512,42 pontos. O S&P 500 caiu 0,75%, aos 7.706,39 pontos, enquanto o Nasdaq teve baixa de 1,13%, para 26.936,04 pontos.
A elevação dos rendimentos dos títulos americanos pressionou principalmente ações de tecnologia, que tendem a reagir às mudanças nas expectativas de juros.
O rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos com vencimento em dez anos ultrapassou 5% ao ano, segundo os dados divulgados, em um nível que não era registrado desde julho de 2007.
Petróleo sobe quase 3%
Depois de cinco sessões consecutivas de queda, os preços do petróleo voltaram a subir. O movimento ocorreu em meio à falta de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã e às incertezas relacionadas ao cenário no Oriente Médio.
O barril do Brent fechou a US$ 98,12, alta de 2,84%. O WTI avançou 1,81%, para US$ 92,16.
Notícias sobre uma possível restrição às exportações de diesel dos Estados Unidos também contribuíram para o movimento, embora a Casa Branca tenha negado a existência de um plano nesse sentido.
Na contramão das expectativas do mercado, o Departamento de Energia dos Estados Unidos informou aumento de 2,969 milhões de barris nos estoques de petróleo na semana. A previsão era de uma redução de aproximadamente 500 mil barris.




