Caiado critica debate sobre escala 6×1 e propõe modelo de trabalho por hora
Pré-candidato à Presidência classifica discussão como “populismo” e defende maior liberdade ao trabalhador na definição da jornada

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), criticou o debate sobre o fim da escala 6×1, modelo em que se trabalha seis dias para um de descanso, e defendeu a adoção de um sistema baseado na remuneração por hora trabalhada.
Em entrevista à CNN Brasil, o político classificou a discussão atual como “populista” e afirmou que o modelo por hora permitiria maior autonomia ao trabalhador.
Segundo Caiado, nesse sistema, o cidadão poderia decidir como organizar sua rotina, optando por trabalhar mais dias para aumentar a renda ou reduzir a jornada semanal conforme sua preferência. Ele destacou que esse formato já é adotado em diversos países e oferece maior flexibilidade no uso do tempo.
Durante a entrevista, o pré-candidato afirmou que a discussão no Congresso Nacional está “viciada”, argumentando que propostas que prometem redução da jornada sem diminuição salarial tendem a ter amplo apelo popular, dificultando a oposição de parlamentares. “Qual é o deputado que vai votar contra?”, questionou, ao comparar o tema com propostas como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
Proposta sem reforma ampla
Questionado se a ideia faria parte de uma nova reforma trabalhista, Caiado evitou o termo e disse que propostas desse tipo costumam gerar impasses políticos e burocráticos no Legislativo. “Quando você não quer nada, você fala: ‘vou fazer uma reforma’. Aí começa aquele tumulto”, afirmou.
Segundo ele, a intenção é apresentar o modelo de pagamento por hora como uma alternativa prática, sem necessariamente promover uma reestruturação completa da legislação trabalhista.
Críticas ao governo federal
Caiado também criticou a atuação do Governo Federal do Brasil, afirmando que pautas como o fim da escala 6×1 e mudanças no Imposto de Renda estariam sendo apresentadas em momento tardio do mandato.
De acordo com o pré-candidato, o país precisa de medidas que ampliem a competitividade e tragam soluções objetivas para o mercado de trabalho.



