Catalão

Advogado é preso suspeito de aplicar golpes contra dezens de clientes em Catalão

Polícia Civil investiga esquema que teria lesado cerca de 40 pessoas; Justiça também determinou o bloqueio dos bens do investigado

Um advogado foi preso preventivamente em Catalão suspeito de aplicar golpes contra os próprios clientes. A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Goiás (PCGO), que investiga um esquema que teria lesado inicialmente cerca de 40 pessoas.

Segundo as investigações, o advogado, identificado como Michel de Lacerda Bento, oferecia serviços para renegociação e redução de parcelas de financiamentos imobiliários. Para isso, cobrava valores antecipados dos clientes, afirmando que ingressaria com ações judiciais para obter a revisão dos contratos.

No entanto, de acordo com a Polícia Civil, os processos prometidos não eram ajuizados e os valores pagos pelos clientes eram apropriados pelo investigado. O prejuízo causado às vítimas é estimado em aproximadamente R$ 700 mil. Valor que ainda pode ser atualizado.

Durante a investigação, a corporação identificou cerca de 40 vítimas, mas o número pode aumentar, já que as apurações continuam para localizar outras pessoas que possam ter sido prejudicadas pelo mesmo esquema.

Além da prisão preventiva, a Justiça determinou o bloqueio dos bens do advogado, medida que busca garantir eventual ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.

Suspenção da OAB

A inscrição profissional de Michel de Lacerda Bento na Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) já havia sido suspensa cautelarmente em maio deste ano.

Em nota, a OAB-GO informou que adotou as providências cabíveis assim que tomou conhecimento dos fatos, encaminhando o caso ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED). Posteriormente, a presidência do Conselho Seccional determinou a suspensão cautelar do exercício profissional pelo prazo máximo previsto no Estatuto da Advocacia.

A entidade ressaltou que não compactua com condutas incompatíveis com a ética profissional e destacou que a apuração de eventuais responsabilidades nas esferas criminal e cível cabe às autoridades competentes. A Ordem também enfatizou que a advocacia não pode ser confundida com a atuação individual de profissionais que eventualmente descumpram a legislação ou as normas éticas da profissão.

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