Câmara Federal

Câmara aprova PEC que reduz jornada de trabalho para 40 horas semanais; deputados goianos votaram favoravelmente

Proposta que prevê fim da escala 6×1 segue agora para análise do Senado Federal

A Câmara dos Deputados aprovou, em definitivo, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial. A proposta, conhecida como PEC da escala 6×1, recebeu amplo apoio dos parlamentares e foi aprovada na noite da última quarta-feira (27/5) por 461 votos favoráveis e apenas 19 contrários na votação final.

Os 17 deputados federais eleitos por Goiás votaram favoravelmente à proposta nas duas etapas de votação realizadas no plenário da Câmara.

Confira como votaram os deputados federais goianos:

  • Adriano do Baldy – favorável
  • Célio Silveira – favorável
  • Daniel Agrobom – favorável
  • Adriana Accorsi – favorável
  • Ismael Alexandrino – favorável
  • Zacharias Calil – favorável
  • Flávia Morais – favorável
  • Glaustin da Fokus – favorável
  • Gustavo Gayer – favorável
  • Jeferson Rodrigues – favorável
  • José Nelto – favorável
  • Leda Borges – favorável
  • Magda Mofatto – favorável
  • Marussa Boldrin – favorável
  • Professor Alcides – favorável
  • Rubens Otoni – favorável
  • Silvye Alves – favorável

A proposta prevê o fim da escala 6×1 e garante ao trabalhador pelo menos duas folgas remuneradas por semana, sendo uma delas preferencialmente aos domingos. O texto também estabelece que o descanso semanal deverá ocorrer dentro do período máximo de uma semana de trabalho.

Atualmente, a Constituição Federal permite jornada máxima de oito horas diárias e 44 horas semanais. Caso a PEC seja promulgada, o limite passará a ser de 40 horas semanais, mantendo a possibilidade de compensação de horários e acordos coletivos entre empresas e trabalhadores.

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, o texto ainda precisa passar por votação no Senado Federal, onde será analisado pelas comissões e apreciado em dois turnos no plenário. Se houver mudanças no mérito da proposta, o texto retorna para nova análise da Câmara dos Deputados.

A previsão é de que, após a promulgação, as novas regras entrem em vigor 60 dias depois da publicação oficial.

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