Saúde

Casos de síndrome respiratória grave disparam no Brasil e já passam de 31 mil, diz Fiocruz

Covid-19 e influenza A são as principais causas de morte por SRAG; Goiás registra tendência de alta

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) manteve o alerta para o avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil. Segundo o mais recente boletim InfoGripe, já foram notificados 31.768 casos de SRAG em 2026, dos quais cerca de 13 mil tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório.

A síndrome representa a evolução mais grave de quadros gripais, com sintomas como dificuldade para respirar e necessidade de hospitalização. Até o momento, o país registra 1.621 mortes por SRAG neste ano.

Principais vírus em circulação

Entre os casos positivos, os vírus mais identificados foram:

  • Rinovírus (42,9%)
  • Influenza A (24,5%)
  • Vírus sincicial respiratório (VSR) (15,3%)
  • Covid-19 (11,1%)

Nas mortes, a covid-19 lidera com 33,5% dos óbitos, seguida pela influenza A, com 32,9%.

Vacinação é a principal defesa

Especialistas da Fiocruz reforçam que a vacinação continua sendo a medida mais eficaz para prevenir casos graves e óbitos. O SUS oferece atualmente vacinas contra influenza e covid-19, além da imunização contra o VSR para gestantes, que protege os bebês nos primeiros meses de vida.

A campanha nacional de vacinação contra a gripe já está em andamento, com prioridade para crianças, idosos e gestantes — grupos mais vulneráveis a complicações.

Alerta também em Goiás

O cenário preocupa em nível regional. 13 estados, incluindo Goiás, apresentam tendência de crescimento nos casos de SRAG nas últimas semanas. A circulação antecipada de vírus respiratórios, especialmente a influenza A, tem contribuído para o aumento fora do período clássico de inverno.

Medidas de prevenção recomendadas

A Fiocruz orienta a população, especialmente os grupos de risco, a adotar as seguintes precauções:

  • Manter a vacinação em dia;
  • Evitar contato com outras pessoas ao apresentar sintomas gripais;
  • Usar máscara caso precise sair do isolamento;
  • Procurar atendimento médico imediatamente em caso de agravamento dos sintomas.

A tendência é de aumento dos casos com a chegada das estações mais frias, por isso a atenção deve ser redobrada nas próximas semanas.

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