Greve dos empregados da Caixa continua após rejeição de proposta do banco
Trabalhadores recusaram acordo apresentado pela instituição; Caixa avalia recorrer à Justiça para tentar encerrar a paralisação

A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal continua após a categoria rejeitar a proposta apresentada pelo banco para encerrar a paralisação nacional. O movimento teve início na quinta-feira (10) e tem como principal ponto de divergência as mudanças previstas para o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários.
Diante da rejeição, a Caixa deve recorrer à Justiça por meio de um dissídio coletivo. Apesar do impasse, o banco afirma que mantém as negociações abertas com as entidades que representam os trabalhadores.
Entre as medidas apresentadas estava o aumento da participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa, elevando o teto de 6,5% para 8%. A proposta também previa mudanças na coparticipação dos beneficiários, incluindo a elevação do limite anual de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil por grupo familiar.
O pacote incluía ainda um prêmio de R$ 3 mil por empregado, pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em 18 de setembro e outras medidas relacionadas ao plano de saúde.
O que estava previsto na proposta
A proposta apresentada pela Caixa tinha validade até esta sexta-feira (11) e incluía:
- Prêmio de R$ 3 mil por empregado;
- Pagamento, em 18 de setembro, do salário reajustado, PLR, Super Caixa e prêmio;
- Aumento da participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8%;
- Antecipação da parcela da Caixa referente à 13ª mensalidade do plano de 2028, 2029 e 2030;
- Pagamento de valores relativos ao PAMS a partir de 2027;
- Investimento de R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027;
- Criação de grupos de trabalho para discutir melhorias na eficiência do plano e novas fontes de financiamento.
Também foram apresentadas alterações específicas no Saúde Caixa. A consulta em pronto-socorro passaria de R$ 75 para R$ 150, enquanto a telemedicina teria isenção de coparticipação. A proposta previa ainda 90 dias para adesão de titulares que atualmente estão fora do plano e estabelecia que o cancelamento impediria uma nova adesão posteriormente.
O teto anual de coparticipação subiria de R$ 3.600 para R$ 4.800 por grupo familiar. Também estavam previstos recadastramento anual obrigatório, limite de 9% para o grupo familiar, piso de R$ 50 por beneficiário e cobrança de 13 mensalidades.
Atendimento aos clientes
Com a paralisação, a Caixa orienta os clientes a priorizarem os canais digitais para realizar pagamentos e consultar serviços. Entre as alternativas estão o aplicativo da instituição, internet banking, WhatsApp e Caixa Tem.
Também permanecem disponíveis os caixas eletrônicos e a rede Banco24Horas. O atendimento telefônico pode ser acessado pelo Alô CAIXA, nos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.
Situação no Banco do Brasil
A paralisação dos empregados do Banco do Brasil teve comportamento diferente. Em São Paulo, o atendimento funcionou normalmente e os trabalhadores aprovaram uma proposta apresentada pela instituição, encerrando a greve na sexta-feira (11).
Segundo as informações divulgadas, porém, a paralisação continua em 18 bases sindicais, onde os trabalhadores ainda não aprovaram o acordo.




