Desmatamento

Redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado evitou emissões equivalentes às do Japão

Dados do governo federal apontam queda de 41,8% no desmatamento da Amazônia e de 23,8% no Cerrado; ministro também destaca ações de combate a incêndios florestais

A redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado entre julho de 2025 e julho de 2026 evitou emissões de gases de efeito estufa equivalentes às geradas pelo Japão em um ano. A informação foi divulgada pelo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, durante participação no programa Bom Dia, Ministro, transmitido pelo CanalGov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo o ministro, os resultados refletem os avanços das ações de combate ao desmatamento no país e contribuíram para reduzir os impactos ambientais, mesmo diante dos recentes incêndios florestais registrados na região Norte.

Os dados oficiais do Projeto de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes), divulgados no dia 16, apontam redução de 41,8% no desmatamento da Amazônia, a menor taxa desde 1988. No Cerrado, a queda foi de 23,8%.

Capobianco também afirmou que os seis biomas brasileiros registraram redução do desmatamento em 2025: Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Pampa.

Ações de combate aos incêndios

Durante a entrevista, o ministro destacou a atuação conjunta dos governos federal, estaduais e municipais no enfrentamento aos incêndios florestais. Segundo ele, os esforços permitiram conter focos de calor no Amazonas, enquanto as operações continuaram no Pará.

De acordo com Capobianco, uma sala de situação foi convocada pela Casa Civil para acompanhar especificamente a situação paraense. No estado, as ações de combate já haviam resultado na extinção de 361 grandes incêndios florestais, que reuniam centenas de focos de calor.

O ministro ressaltou que a redução do desmatamento representa um avanço ambiental importante, apesar dos desafios impostos pelos incêndios registrados recentemente na região.

Polícia investiga origem do fogo

Capobianco informou que a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e as forças de segurança locais investigam as causas dos incêndios. Segundo ele, há indícios de participação humana em parte das ocorrências.

O ministro chamou a atenção para o aumento dos focos de calor após o primeiro turno das eleições, mas afirmou que cabe à Polícia Federal esclarecer se existe relação entre os acontecimentos ou se houve ação deliberada.

“A partir do primeiro turno, quando tivemos o cenário já conhecido, multiplicaram-se exponencialmente os focos de calor e os eventos de incêndio. Portanto, existe uma correlação. Contudo, se isso foi uma coincidência ou se foi uma ação deliberada na expectativa de impunidade futura, quem irá esclarecer isso é a Polícia Federal”, declarou.

Suspeitos foram presos no Amazonas

O ministro também mencionou a prisão de 11 pessoas no município de Autazes, no Amazonas, em 18 de outubro. Os suspeitos foram detidos pela Polícia Militar no contexto das ações relacionadas aos incêndios florestais.

Capobianco destacou que as penalidades dependem das circunstâncias de cada caso e dos crimes comprovados, podendo chegar a quatro anos de reclusão, conforme sua declaração.

As investigações seguem em andamento para apurar as responsabilidades pelos incêndios e esclarecer as circunstâncias em que o fogo se espalhou pelas áreas atingidas.

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