Comércio

Fieg defende políticas para ampliar produtividade e competitividade da indústria em Goiás

Presidente da entidade, André Rocha, destacou desafios da reforma tributária e defendeu articulação entre setor produtivo e poder público

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, defendeu a construção de políticas públicas voltadas ao aumento da produtividade e da competitividade da indústria durante mais uma edição do Brasil em Movimento, realizada na terça-feira (6), na Casa da Indústria, em Goiânia.

O encontro teve como convidado o economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega e reuniu empresários, dirigentes sindicais e representantes de entidades do setor produtivo para discutir os cenários econômico, político e internacional.

Na abertura, André Rocha destacou a importância de promover debates diante das incertezas do cenário atual. “Hoje no Brasil, quem não tem dúvida é porque está mal informado. Quem está bem informado tem muitas dúvidas, muitos questionamentos, muitas incertezas”, afirmou.

Reforma tributária é um dos desafios

Durante sua participação, o presidente da Fieg ressaltou a necessidade de aproximação entre empresários, entidades representativas e poder público para enfrentar os desafios que afetam a atividade industrial.

Entre os temas citados esteve a reforma tributária e seus impactos para Goiás e para a região Centro-Oeste. Segundo André Rocha, a discussão deve contribuir para a formulação conjunta de medidas capazes de melhorar as condições de produtividade e competitividade das empresas.

O evento contou com a participação de presidentes de sindicatos industriais e representantes do Sebrae Goiás e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), além de dirigentes do Sistema Fieg e outras lideranças empresariais.

Maílson da Nóbrega analisa cenário econômico

Maílson da Nóbrega apresentou uma análise sobre a economia brasileira e o cenário internacional. Entre os assuntos abordados estiveram as contas públicas, produtividade, reforma tributária, investimentos, infraestrutura e comércio exterior.

Ao falar sobre a preparação das empresas para períodos de instabilidade, o economista recomendou a avaliação de diferentes cenários, cautela na realização de novos investimentos e preservação do caixa.

“Em crises como essa, em que o crédito escasseia, o custo aumenta, as empresas que têm caixa são aquelas que mais sobrevivem”, afirmou.

O ex-ministro também orientou as empresas a avaliarem antecipadamente os impactos da reforma tributária e se prepararem para o período de transição. Na avaliação apresentada durante o encontro, embora a mudança exija custos de adaptação, ela poderá contribuir para ganhos de produtividade e competitividade.

Fieg pretende ampliar debates

Ao final do encontro, André Rocha afirmou que a Fieg pretende manter a realização de debates sobre temas considerados relevantes para o setor industrial.

Entre os assuntos que deverão continuar em discussão estão comércio exterior, tecnologia, inteligência artificial e desenvolvimento econômico.

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