Trabalho Escravo

Goiás é o 6º estado com mais novos nomes na “lista suja” do trabalho escravo em 2026

Dez empregadores goianos foram incluídos no cadastro federal; cantor Amado Batista está entre os citados

Goiás ocupa a sexta posição entre os estados com o maior número de novos empregadores incluídos na “lista suja” do trabalho escravo em 2026. Ao todo, dez nomes ligados ao estado passaram a integrar o cadastro federal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) após processo administrativo definitivo.

O estado fica atrás apenas de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Paraíba e Pernambuco. A atualização nacional resultou do resgate de 2.247 trabalhadores em todo o país.

Um dos nomes que chama atenção na lista é o do cantor Amado Batista. Ele foi incluído após fiscalizações realizadas em 2024 em duas propriedades rurais em Goianápolis. Segundo o MTE, 14 trabalhadores foram encontrados em condições irregulares.

Em nota, a defesa do artista contestou a caracterização de trabalho análogo à escravidão. Segundo o posicionamento, não houve resgate de trabalhadores e as irregularidades envolveram a contratação de quatro funcionários por uma empresa terceirizada.

A “lista suja” atualmente conta com 613 nomes ativos. Os setores com maior incidência de irregularidades foram serviços domésticos, pecuária de corte, cultivo de café e construção civil.

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