Após filiação ao PSD, Caiado diz querer evitar um quarto mandato de Lula
Em entrevista à Jovem Pan, o governador de Goiás afirmou que se submeterá a um processo de escolha do partido, ao lado de Ratinho Jr. e Eduardo Leite, para uma possível candidatura à Presidência

O governador Ronaldo Caiado, deixou o União Brasil e se filiou ao PSD, comandado por Gilberto Kassab. Em entrevista à Jovem Pan nesta quarta-feira (28), Caiado afirmou que quer evitar um quarto mandato de Lula e fez uma análise sobre as expectativas para as eleições presidenciais de 2026.
“Temos objetivo claro de dar uma alternativa ao país para não corrermos risco de um quarto mandato do Lula, que seria o segundo mandato da Dilma, que colapsaria totalmente a situação fiscal e de desesperança que amplia cada vez mais na população”, afirmou.
O governador avalia que a tarefa mais difícil do candidato que assumir não será a apenas vencer a eleição, mas governar o país, que segundo ele, configura-se como uma “desordem organizacional montada”.
“Ao vencer em 2026, o presidente terá muita autoridade moral. Não é construir um mandato como Lula construiu, só falando de 8 de Janeiro, sem evolução no país. Esse é o desafio do próximo presidente”, declarou o Caiado.
Saída do União
Caiado ainda disse não ter nenhum entrave na saída do União Brasil. “Recebi o reconhecimento de todos eles, por parte de todos. Reconhecendo minha trajetória”, revelou.
O goiano afirmou que a resistência do PP à sua pré-candidatura à presidência acabou inviabilizando sua permanência na federação.
Governador também afirmou que teve total liberdade de buscar um partido político. “Com a certeza de que o PSD lançará um candidato. Aqui, ao ser convidado, eu me submeterei a um processo de escolha entre aqueles que lá estão, o Ratinho Jr. e o Eduardo Leite”, afirmou.
Retorno ao Senado
Ao ser questionado sobre uma possível candidatura ao Senado caso não seja escolhido para disputar o Planalto, o governador afirmou que tomará a decisão no momento certo. “Não tem porque nós darmos esse passo sem saber que será o candidato”, afirmou.
“O compromisso que temos é que aquele que foi escolhido terá o apoio dos outros, e nós teremos total liberdade nos estados”, explicou Caiado.




