Brasileirão 2026 começa nesta quarta (28) com impedimento semiautomático, calendário longo e gramados sintéticos
Com calendário estendido, recorde de jogos em gramado sintético e a expectativa pela entrada em operação do impedimento semiautomático, o Brasileirão 2026 começa sob atenção dentro e fora de campo, em uma temporada que exigirá adaptação contínua de clubes, atletas e da organização da competição.

O Campeonato Brasileiro da Série A de 2026 terá início nesta quarta-feira, 28, em um contexto marcado por mudanças operacionais, calendário estendido e debates estruturais fora de campo. A competição começa enquanto parte dos clubes ainda disputa os campeonatos estaduais, o que exigirá gestão de elenco e planejamento ao longo das primeiras rodadas.
O calendário do Brasileirão 2026 prevê uma temporada mais longa, com jogos distribuídos até o fim do ano, mantendo o formato de pontos corridos e 38 rodadas. A sobreposição com os torneios regionais marca este início da competição nacional e reforça o desafio físico e logístico enfrentado pelas equipes, especialmente nas primeiras semanas.
Impedimento semiautomático
Paralelamente ao início do campeonato, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou nesta última segunda-feira, 26, a instalação dos equipamentos do sistema de impedimento semiautomático. Uma das equipes técnicas esteve no Maracanã, no Rio de Janeiro, para o começo dos trabalhos. A ferramenta, no entanto, não estará disponível nas rodadas iniciais do Brasileirão.
A CBF evita definir uma rodada específica para o início do uso do sistema em 2026. A instalação faz parte da terceira fase do projeto, que já passou por vistorias nos estádios. Após essa etapa, ainda serão realizados testes operacionais antes da liberação definitiva da tecnologia para uso em partidas oficiais.
O sistema de impedimento semiautomático será instalado em 27 estádios do país. A entidade trabalha com cautela para garantir o funcionamento adequado do equipamento antes da implementação em jogos da Série A. O investimento estimado pela CBF é de R$ 25 milhões até o fim de 2027. O contrato para fornecimento da tecnologia foi firmado com a empresa Genius.
A CBF considera experiências internacionais no processo de implantação e busca evitar problemas técnicos na fase inicial. A estratégia inclui a instalação do sistema em estádios que não são sedes fixas de clubes, como a Arena Barueri, que será utilizada pelo Palmeiras em parte da temporada, antes da retirada do equipamento.
Brasilierão recorde em gramado sintético
Além da tecnologia, o Brasileirão 2026 terá o maior número de clubes mandando jogos em gramado sintético em sua história. Ao todo, seis equipes utilizarão esse tipo de piso, o que deve resultar em mais de 100 partidas disputadas em grama artificial ao longo da competição. A estimativa é de aproximadamente 110 jogos, superando os números registrados entre 2023 e 2025.
Atlético-MG, Botafogo e Palmeiras seguem utilizando gramado sintético em seus estádios. Entre os clubes que conquistaram o acesso à Série A, Athletico-PR e Chapecoense também utilizam esse tipo de piso. O Vasco aparece na lista por conta de um acordo para mandar partidas no Estádio Nilton Santos durante o período de reformas de São Januário, previstas para o primeiro semestre de 2026.
O aumento no número de jogos em gramado sintético mantém o tema em debate na imprensa. O Flamengo apresentou à CBF uma proposta para encerrar o uso da grama artificial em competições nacionais, citando diferenças de custos de manutenção e possíveis impactos na saúde dos atletas. O Palmeiras se posicionou contra a proposta, defendendo o modelo adotado em seu estádio. A CBF, até o momento, evita posicionamento oficial.
A primeira rodada do Brasileirão 2026 já contará com partidas disputadas em gramado sintético. Atlético-MG e Palmeiras se enfrentam na quarta-feira, dia 28, às 19h, na Arena MRV. No mesmo dia, a Chapecoense recebe o Santos na Arena Condá. Na quinta-feira, dia 29, Botafogo e Cruzeiro jogam no Estádio Nilton Santos.




