A Fibromialgia afeta milhões de brasileiros e reforça a importância do tratamento especializado da dor crônica
Condição caracteriza-se por dor crônica difusa, alterações do sono, fadiga e impacto funcional significativo

A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica caracterizada por dor musculoesquelética difusa, frequentemente associada à fadiga, sono não reparador, cefaleia, alterações cognitivas e sintomas emocionais, como ansiedade e depressão. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a condição afeta cerca de 2% a 3% da população brasileira, com predominância no sexo feminino.
Apesar de altamente prevalente, o diagnóstico da fibromialgia ainda representa um desafio clínico. Isso ocorre porque a síndrome não provoca alterações estruturais específicas em exames laboratoriais ou de imagem convencionais, sendo o diagnóstico baseado principalmente na avaliação e na história do paciente.
Além da dor persistente e generalizada, muitos pacientes apresentam fadiga intensa, distúrbios do sono e alterações cognitivas, caracterizadas por dificuldade de concentração, lentificação do pensamento e falhas de memória. Também podem ocorrer sintomas associados, como síndrome do intestino irritável, cefaleia, ansiedade e depressão, contribuindo para importante impacto na qualidade de vida, na funcionalidade e na saúde mental.
A fibromialgia pode comprometer significativamente a capacidade laboral, o convívio social e o bem-estar emocional dos pacientes.
Para a Dra. Luise Anibal Calvano, o reconhecimento precoce da doença é fundamental para evitar sofrimento prolongado e perda funcional. “A fibromialgia é uma condição legítima e complexa, relacionada à forma como o sistema nervoso processa a dor. Mesmo sem alterações evidentes em exames convencionais, os sintomas são reais e podem gerar impacto significativo na vida dos pacientes”, explica.
O tratamento da fibromialgia envolve estratégias combinadas, incluindo educação em dor, atividade física orientada, reabilitação, suporte psicológico, tratamento medicamentoso e, em alguns casos, tratamentos intervencionistas, como os bloqueios venosos, que ajudam a modular as vias da dor. Segundo a especialista, os avanços no entendimento da dor crônica têm ampliado as possibilidades terapêuticas e melhorado os resultados clínicos.
“Hoje, conseguimos utilizar abordagens integradas para melhorar não apenas a intensidade da dor, mas também o sono, a disposição, a funcionalidade e a qualidade de vida dos pacientes. O acompanhamento contínuo e individualizado é essencial para um manejo mais eficaz da fibromialgia”, orienta.





