STF

Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF em decisão inédita em mais de um século

Resultado expõe tensão entre Executivo e Legislativo e obriga governo a indicar novo nome para a Corte

O Senado Federal do Brasil rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. O placar foi de 42 votos contrários e 34 favoráveis, superando o mínimo necessário para aprovação e marcando uma decisão considerada histórica.

A votação foi secreta e contrariou a expectativa do governo, que acreditava ter apoio suficiente para garantir a nomeação. A rejeição é inédita em mais de um século e evidencia um momento de tensão entre os Poderes.

Antes de ir ao plenário, Messias havia passado por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde ficou cerca de oito horas sendo questionado pelos senadores. Na comissão, o nome foi aprovado por 16 votos a 11, indicando um cenário inicialmente favorável.

No entanto, o resultado final mostrou uma resistência maior no plenário, com parte dos parlamentares recuando ou votando contra a indicação.

Articulação política e impasses

A indicação, feita ainda em novembro do ano passado, enfrentou dificuldades desde o início. O governo demorou para formalizar o envio do nome ao Senado, em uma estratégia para tentar reduzir resistências.

Além disso, houve desgaste na relação com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, já que a indicação não teria sido previamente alinhada — prática comum nos bastidores políticos.

Outro fator que pesou foi a preferência de parte dos senadores por outros nomes, como o do senador Rodrigo Pacheco, que chegou a ser cogitado para a vaga.

Próximos passos

Com a rejeição, caberá agora ao presidente da República fazer uma nova indicação para o STF. O episódio reforça o clima de disputa política

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