Trabalho

Trabalho no sistema prisional de Goiás cresce 61,4% e ultrapassa 6 mil pessoas em um ano

Estado registra o segundo maior avanço do país e amplia oferta de atividades laborais em quase todas as unidades prisionais

Goiás registrou um dos maiores avanços do Brasil na inserção de pessoas privadas de liberdade em atividades de trabalho. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 mostram que o número de internos exercendo alguma atividade laboral passou de 3.832 para 6.184 entre o segundo semestre de 2024 e o mesmo período de 2025, um crescimento de 61,4%.

O desempenho colocou o estado na segunda posição nacional, atrás apenas do Piauí, e bem acima da média brasileira, que foi de 13,2% no período. Com isso, a participação da população carcerária em atividades de trabalho subiu de 12,7% para 20,7%.

O aumento foi registrado tanto nas atividades realizadas dentro das unidades prisionais quanto nos trabalhos externos. Em 2025, 3.472 pessoas atuavam em funções internas, enquanto 2.712 desempenhavam atividades fora dos presídios.

O maior crescimento ocorreu justamente no trabalho externo, que saltou de 1.037 para 2.712 participantes, uma alta de 161,5%. Já o trabalho interno passou de 2.795 para 3.472 pessoas, crescimento de 24,2%.

Também houve ampliação nas atividades voltadas ao funcionamento dos próprios estabelecimentos penais. Nesse caso, o número de participantes aumentou de 1.380 para 2.150, avanço de 55,8%, índice superior ao registrado nacionalmente.

Outro destaque do levantamento é a expansão da oferta de trabalho nas unidades prisionais goianas. Em 2025, 79 dos 81 estabelecimentos penais do estado disponibilizavam pelo menos uma atividade laboral, o equivalente a 97,5% das unidades, o quarto maior percentual do país e acima da média nacional.

As parcerias com órgãos públicos e empresas privadas também cresceram. O número de internos ocupando vagas oferecidas em conjunto com órgãos públicos passou de 194 para 594, enquanto as oportunidades viabilizadas pela iniciativa privada aumentaram de 314 para 609 participantes.

O levantamento mostra ainda que cresceu o número de pessoas que conseguiram inserção no mercado de trabalho por meios próprios ou sem intermediação direta da administração prisional. Nessa modalidade, o total passou de 1.761 para 2.769 internos, crescimento de 57,2%.

Os dados são do Sistema de Informações do Departamento Penitenciário Nacional e integram o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, considerando o período entre julho e dezembro de 2024 e o mesmo intervalo de 2025.

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