Vacinação contra gripe volta a ser exclusiva para grupos prioritários
Ação começa a partir de 1º de setembro

A partir de 1º de setembro, a vacinação contra a gripe (Influenza) em Goiás será novamente exclusiva para os grupos prioritários, seguindo orientação do Ministério da Saúde (MS), válida para todo o Brasil.
A decisão foi tomada porque, mesmo com a liberação temporária para toda a população, a adesão continua baixa entre os grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e gestantes. O objetivo agora é garantir que haja doses suficientes até o início de 2026, quando deve chegar uma nova versão da vacina.
A campanha começou em abril com foco nos grupos prioritários. Em maio, foi estendida a todos a partir de 6 meses de idade. Porém, os números preocupam: a cobertura vacinal em Goiás é de apenas 44,24% entre os públicos prioritários, abaixo da média nacional, que é de 47,43%. Entre os idosos, a taxa é de 46,16%, entre as crianças, 42,61%, e entre as gestantes, apenas 27,1%.
A baixa vacinação contribui para os casos de gripe grave. Goiás já registrou 8.598 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em 2025. Destes, 1.484 foram por influenza, com 159 mortes. A maioria dos casos graves aconteceu em pessoas com mais de 50 anos e em crianças pequenas.
A subsecretária de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, explicou que é essencial focar nos mais vulneráveis. “O retorno para os grupos prioritários pretende garantir que tenhamos doses disponíveis para pessoas que são mais vulneráveis em relação à influenza. Já solicitamos mais doses ao Ministério da Saúde para garantir o abastecimento dos municípios”, afirmou.
Quem pode se vacinar
Crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos, gestantes, puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, profissionais da saúde, professores, forças de segurança e salvamento, forças armadas, pessoas com deficiência, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários, carteiros, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, adolescentes sob medidas socioeducativas e pessoas com doenças crônicas.